Cravi registra recorde em 2019 e passa por expansão

 Setor oferece atendimento no Fórum Criminal.

 

O balanço das atividades desenvolvidas pelo Centro de Referência e Apoio à Vítima (Cravi) apontou recorde de atendimentos em 2019. De janeiro a dezembro, foram realizadas 2.486 triagens, acolhimentos e atendimentos, crescimento de 76% em relação a 2018, que contabilizou 1.406 pessoas atendidas. Desde sua criação, em julho de 1998, até o ano passado, o setor registrou 40.271 atendimentos.

O Cravi é um programa da Secretaria da Justiça e da Defesa da Cidadania do Estado de São Paulo que atua em parceria com o Tribunal de Justiça, a Defensoria Pública e o Ministério Público para atender gratuitamente familiares e vítimas de crimes violentos como homicídio, feminicídio, latrocínio e ameaça, com atuação de equipe interdisciplinar especializada em acolher, informar e orientar. O objetivo é promover a superação dos danos causados pela violência e garantir o pleno exercício da cidadania por meio de palestras, oficinas, ações em grupo e eventos da rede solidária, conforme explica o coordenador do Centro, Bruno Fedri. “A missão do programa não apenas se resume ao oferecimento de assistência para a vítima, mas em colaborar para o exercício de sua cidadania, incentivando-a para que possa participar ativamente do acesso à Justiça.”

Para proporcionar maior especialização no atendimento às vítimas, o Cravi tem concentrado esforços na capacitação de profissionais e produção de material informativo, como cartilhas e folders para divulgação do serviço. Somente em 2019, foram capacitadas 2.213 pessoas entre servidores, estagiários e estudantes das áreas de Saúde, Assistência Social, Direito, Psicologia e Educação, que atuam no atendimento direto à população – número 104% maior se comparado com as 1.080 capacitações registradas em 2018. Temas relacionados a automutilação, importunação sexual, violência contra a mulher, dependência química, exploração e abuso sexual contra crianças e adolescentes, proteção à testemunha, suicídio e bullying, além da Política Nacional da Assistência Social e racismo foram abordados durante a capacitação. Para Bruno Fedri, essa busca pelo aprimoramento do serviço tem aumentado o interesse pelas palestras e atividades promovidas pelo Centro. “Os eventos realizados pelo Cravi apresentaram uma procura surpreendente. Inicialmente recebíamos de 15 a 20 interessados, mas em apenas uma oficina temática de 2019, por sua vez, foram mais de 260 participantes.”

O Cravi disponibiliza espaço físico no Fórum Criminal Ministro Mário Guimarães onde, além do atendimento a familiares e vítimas de crimes violentos, também presta orientação a vítimas de violência doméstica nos casos de autores desse tipo de delito que passam por audiência de custódia no prédio. De janeiro a dezembro do ano passado, o setor realizou 914 atendimentos de casos relacionados à violência doméstica, com destaque para março (mês em que se comemora o ‘Dia Internacional da Mulher’), período em que foram registrados 108 atendimentos.

Expansão

O programa está em processo de expansão. Em 2019, foram inauguradas novas sedes em Araçatuba, Santos, São Vicente, Barueri e, no último dia 28, em Suzano. Essas unidades buscam facilitar o atendimento de pessoas que moram fora da Capital. “É uma das aspirações mais valiosas do programa. Desde a sua idealização, a regionalização das unidades foi planejada e discutida pelos diversos profissionais que aqui trabalharam. Hoje a ampliação do Cravi é uma realidade”, afirma Fedri.

A unidade de Suzano foi instalada menos de um ano após tragédia ocorrida na Escola Estadual Professor Raul Brasil, em que dois ex-alunos entraram atirando no colégio, deixando sete vítimas fatais e 11 estudantes feridos. Desde a data do crime, em março de 2019, até junho, profissionais do Cravi realizaram ações de acolhimento, atendimento psicossocial e jurídico às vítimas do ataque – foram 17 plantões e 572 atendimentos individuais e em rodas de conversa para alunos, funcionários, pais e professores, além de visitas domiciliares para aqueles que não conseguiram ir até a escola.

Outra ocorrência que recebeu atenção especial foi o tumulto ocorrido em baile funk no bairro de Paraisópolis no início de dezembro, que resultou na morte de nove adolescentes. A equipe do Cravi realizou 26 atendimentos no CEU Paraisópolis e visitas às residências de parentes dos envolvidos no episódio.

 

Serviço

Centro de Referência e Apoio à Vítima (Cravi)

Fórum Criminal Ministro Mário Guimarães – Avenida D – sala 0-429 – térreo

Endereço: Avenida Dr. Abrahão Ribeiro, 313 – Barra Funda – São Paulo

Telefone: (11) 2127-9522

 

  N.R.: texto originalmente publicado no DJE de 12/2/20.

 

Comunicação Social TJSP – VT (texto) / PS (fotos) / Cravi (arte)

imprensatj@tjsp.jus.br

 

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